É hora do empresário Tomar seu lugar na guerra
31 AGO 2020
Por Arceno Athas
17:13

A pandemia infame ainda resiste, continua levando vidas, mas parece que Fátima do Sul está "dormindo em berço esplêndido" e ainda não descobriu essa lamentável verdade. Estamos falando  de um desastre que está ocorrendo com a população, com sua clara indiferença,em boa parte talvez até de forma inconsciente, encarando desinteressada um desafio que só deixa lucro para quem vive da desgraça alheia.

Com exceção de algumas medidas adotadas pelas autoridades, especialmente as da Prefeitura, nada mais acontece que incomode o cidadão.Ele segue normalmente seu caminho, como se nada estivesse acontecendo, sem uso da máscara protetora,  sem distanciamento social, reunindo-se com a "turma" ou os amigos no bar ou lanchonete de sua preferência pronto para "tomar mais uma", julgando que quem pode "tropeçar" é o vizinho, azar o dele.

Não estamos brincando com "a coisa", se é que acham que nossos argumentos chegam a ser engraçados. O assunto é grave e as medidas a serem adotadas também. Chegou a hora do comerciante ou do pequeno industrial tomar uma atitude severa, assumindo de vez o comando do seu espaço na guerra contra o vírus. São seus colaboradores que usam máscaras apenas em determinados instantes para enganar os tolos; clientes que entram na loja para comprar ou simplesmente especular e que nem máscara carregam; aglomerações dentro ou fora dos ambientes, sem qualquer reparo de quem deveria se julgar também responsável pela fiscalização. 

O resultado dessa irresponsabilidade geral é real: por enquanto, 09 óbitos; quase 20 casos ativos; meia centena de infectados; e mais de 50 esperando resultado de exames. E os números crescem a cada dia. Agora, a prefeita decretou novamente medidas austeras para bares, restaurantes e conveniências. Daqui há pouco, já que a fiscalização da Vigilância Sanitária e da Polícia Militar não está resolvendo, é bem capaz de se fechar outra vez o comércio, provocando prejuízos imensuráveis numa fase em que todos estão acreditando no ressarcimento dos prejuízos já absorvidos.
A razão está chamando o empresário às falas. Ou ajuda a evitar a sequência do mal ou vai ter que chorar suas mágoas "a posteriori", anunciando culpas que, ao final das contas, também são suas. É a hora da verdade. Não se consegue fugir dela o tempo todo. 

ARCENO ATHAS
Jornalista e Dir. Executivo da ACIFAS