ACIFAS
Palavra do presidente: É PRECISO AVANÇAR
A modernização da produção nacional, em vista da abertura econômica que se verifica, aumentou consideravelmente a competição dentro do mercado brasileiro.
17 JAN 2020
Por Arceno Athas
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A modernização da produção nacional, em vista da abertura econômica que se verifica, aumentou consideravelmente a competição dentro do mercado brasileiro. Mas além dos claros benefícios para toda a economia, efeitos perversos também podem ser enumerados, dentre eles a queda abrupta das margens de lucro da empresa, especialmente do comércio, que está em contato direto com o consumidor final. Com a redução das margens a níveis perigosos, os comerciantes, que garantem a capilaridade da distribuição de produtos, começam a enfraquecer sua posição de negociação, acelerando o ciclo da fragilidade financeira que leva a negociações precárias.

Neste cenário, uma solução que talvez se possa considerar viável, seria a instituição de uma espécie de "bolsa de mercadorias" e "cooperativa de compra", reunidas num software de que participariam fornecedores e comerciantes. Seria um sistema informatizado para reposição de estoque, com vários objetivos passíveis de serem concretizados, entre eles a simplificação da compra; a redução de preços pelo maior volume de compra em função de "pool" local ou micro-regional formado pelos comerciantes; a dinamização dos serviços; a melhoria substancial do atendimento pelo representante comercial, que deixaria de ser simples vendedor para se transformar em elemento de contribuição ao cliente na promoção de produtos e controle de estoque.

Em razão do número de comerciantes no mercado, além de sua diversidade de tamanho e tipo de atividade, ligar todos esses pontos de venda aos fornecedores de vários produtos exige a concepção de um software de grande precisão e segurança, cujas operações internas tenham a solidez estrutural que o tipo de serviço recomenda. Serão negociados milhares/milhões de reais por dia, em todas as direções, sem contar também com um processo de consultoria em áreas vitais para o comerciante, que depende de um sistema consistente. 

Da maneira como se imagina conceber, o sistema não encontra concorrentes com ferramentas tão completas. Há leilões virtuais, bolsas de mercadorias e afins, porém não estão integrados como pretende este software. Podemos considerar que os fabricantes e atacadistas/distribuidores terão à disposição novas formas de atacar o mercado, que já é seu, mas que reclama a implementação de novas tecnologias para melhoria do desempenho. Será que em Fátima do Sul a idéia encontra eco? Em caso positivo, quem dá o "start"?

OMAR CASTRO
Presidente